Atitudes de gestores financeiros que tornam um profissional qualificado

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Ninguém gosta do efeito bola de neve das contas atrasadas, não é mesmo? Só que esse desconforto não atinge somente quem deve: os que cobram também sofrem com essa situação. Se você tem clientes inadimplentes e não sabe o que fazer, então está na hora de adotar algumas atitudes dos gestores financeiros.

Os profissionais que cuidam das finanças de uma empresa são mestres na arte do controle. Afinal, uma das suas principais atribuições é garantir que a quantidade de gastos nunca exceda a de ganhos.

Até aí está muito fácil, não é verdade? Mas não se deixe iludir: a gestão financeira exige conhecimento e uma dedicação muito grande do profissional.

A boa notícia é que você pode aprender as habilidades de um gestor financeiro hoje mesmo. Sabe como? Lendo este post!

Confira qual é a importância da administração das finanças e o que você deve fazer para que as contas fiquem em dia no seu negócio. Vamos lá?

A importância de uma boa gestão financeira

Mais um mês se passou para o Ricardo e ele conseguiu honrar os seus compromissos com as companhias de água, telefone, entre outras empresas com muito esforço. Mal sobrou dinheiro para uma pizza com a família no sábado, mas ao menos não ficou nada pendente. Você acha que ele fez um bom gerenciamento das finanças?

Para responder a essa pergunta é preciso fazer outro questionamento: o que é uma administração financeira de 1ª?

Mais do que simplesmente pagar as dívidas, uma gestão financeira deve zelar pela utilização consciente dos recursos. Ou seja: é fundamental que a pessoa responsável esteja sempre preocupada em rever os gastos para identificar o que pode ser excluído ou reduzido dos pagamentos mensais.

Vamos supor que na sua casa o consumo de energia esteja muito alto. Mesmo com a taxa extra cobrada recentemente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), você estranha o total da fatura e decide mudar alguns hábitos da família.

Em vez de convencer os seus filhos a usarem menos a televisão e o computador — o que seria bem difícil —, você pode ensiná-los a desligar esses aparelhos por completo.

Por exemplo: no caso da TV, uma solução é pedir para eles deixarem a luz da extensão apagada. Assim, você se certifica de que não haverá um gasto desnecessário de energia e, de quebra, ganha em economia. Afinal de contas, esse custo não pode simplesmente ser riscado do mapa, não é verdade?

É por isso que a gestão financeira é tão importante, tanto em casa quanto no trabalho. Ela ajuda a dar ao nosso dinheiro o valor que ele merece.

Você sabe o quanto é difícil manter um bom fluxo de caixa, sobretudo sendo um autônomo, certo? Agora imagine o desperdício que é ver o seu faturamento servir apenas para “tapar buraco”, sem nenhum tipo de retorno?

Portanto, fazer uma boa gestão das quantias que entram e saem do seu bolso é de extrema relevância. Mas, para isso, é preciso que você tenha algumas habilidades especiais.

5 características de um gestor financeiro

Não é qualquer um que pode bater a mão no peito e dizer que administra as suas finanças como um craque. Por outro lado, aprender as atitudes de gestores financeiros não é um bicho de 7 cabeças.

“Será que eu preciso me envolver com as finanças?”, é o que muitos empreendedores se perguntam. E a resposta é: sim.

Quer ver só? Confira a seguir quais são os aspectos que compõem o perfil desses profissionais e comece a colocá-los em prática.

1. Sinceridade

Sabe quando aceitamos mais pedidos do que podemos controlar? Isso acontece porque estamos tão focados em aumentar o faturamento que acabamos abrindo mão de um item essencial: a viabilidade.

Vamos explicar melhor. Quando temos muitos pedidos em andamento, podemos ter a impressão de que estamos sendo produtivos e rentáveis. No entanto, o que acontecerá se entregarmos um trabalho malfeito? Certamente você terá que refazê-lo.

Apesar dos reajustes não serem o fim do mundo, o cliente fica com um pé atrás quando eles acontecem com muita frequência. Ele começa a questionar a qualidade do seu trabalho, e essa desconfiança, com o tempo, pode fragilizar uma relação que você levou anos para construir.

Logo, a 1ª habilidade de um gestor financeiro de sucesso é a transparência. Esses profissionais sabem até onde podem se comprometer sem prejudicar o nível de excelência prometido ao cliente.

2. Inteligência emocional

Nem sempre o universo vai conspirar a seu favor. Pode ser que os pedidos diminuam devido à crise, para citar um exemplo atual. Também pode haver um problema com algum fornecedor que atrase a entrega do pedido. E aí, o que fazer?

Nessas situações, desesperar-se não é o melhor remédio. O que você deve fazer é manter a calma, respirar fundo e explorar a sua inteligência emocional.

“Mas como as emoções interferem nas atitudes de gestores financeiros?”, você deve estar se questionando. Simples: elas podem tanto cegar quanto esclarecer os horizontes do profissional.

Vamos supor que você esteja na metade do mês e ainda não atingiu a meta de faturamento planejada. Em vez de contatar os seus clientes para saber o porquê da falta de orçamentos, você pode buscar no mercado outras pessoas interessadas nos seus produtos ou serviços.

Dessa forma, você utiliza a sua competência profissional e a sua preocupação com o faturamento para reverter esse quadro. Agora pense conosco: o que aconteceria se você apenas cruzasse os braços? Teria algum resultado concreto?

Se você respondeu que “não”, então entendeu perfeitamente qual é a importância da inteligência emocional.

3. Olhar analítico

Um gestor financeiro precisa ser um mestre do pente-fino. Ele deve analisar com atenção cada informação que recebe para, assim, determinar o que é necessário fazer ou reformular para manter as contas em ordem.

Da mesma forma, um profissional qualificado também tem muito a ganhar com esse olhar analítico. É por meio dele que conseguimos identificar os pequenos erros cometidos no dia a dia.

Mesmo que você seja um profissional cuidadoso, isso não elimina a possibilidade de haver algum hábito tóxico na sua rotina. E ignorar esse fato é tão ruim quanto não tomar atitude nenhuma.

Sendo assim, o faro analítico de um gestor financeiro vai servir como um raio-x para você. Seja na parte das finanças ou no operacional, você terá a certeza de que está fazendo o melhor que pode com as condições que tem.

4. Liderança natural

Essa é uma das atitudes de gestores financeiros que os autônomos podem demorar a enxergar a utilidade. Até porque quem trabalha sozinho não tem funcionários nem chefes, certo? Errado!

Na verdade, os profissionais autônomos têm, sim, um superior e um subordinado. Eles se resumem a uma única pessoa: você.

Portanto, quem atua por conta própria deve ser um líder nato. Sendo você o único responsável pelo seu rendimento, é indispensável que haja um comprometimento acima da média.

É como se você fosse o seu pai. Pense na maneira como você incentiva o seu filho a tirar notas melhores e a ser educado com os mais velhos, por exemplo. Agora pegue toda essa dedicação e direcione para você.

É assim que um líder nato age, e é esse o papel que você deve exercer na sua carreira.

5. Proatividade

O profissional que trabalha com finanças não fica esperando a bomba estourar para resolver os problemas nas contas. Pelo contrário: ele está sempre um passo à frente, analisando e corrigindo qualquer falha que apareça.

A característica que possibilita tamanho cuidado ao gestor financeiro é a proatividade. E ela também pode ser útil para os autônomos.

Os profissionais proativos têm um radar que não desliga nunca. Essa atenção é capaz de impactar não somente a parte financeira da empresa, como também o relacionamento com os clientes.

Vamos explicar melhor como isso funciona. Os autônomos que conseguem agir com rapidez na identificação e na correção de possíveis erros evitam uma série de preocupações para o consumidor.

Essa atitude reforça o seu profissionalismo e a sua capacidade de ser um parceiro diferenciado. Você acha que algum cliente vai querer abrir mão disso?

O que não pode faltar na gestão financeira da empresa

Verificamos até aqui qual é a relevância do controle financeiro e quais qualidades compõem o perfil desse profissional. Entretanto, isso é muito teórico.

É chegada a hora de mergulhar mais a fundo na parte prática da administração financeira. Temos certeza de que você deve estar ansioso para colocar as mãos na massa.

Para deixar tudo ainda mais fácil, selecionamos 4 atitudes de gestores financeiros para você incorporar ao seu trabalho o quanto antes. Confira:

Cálculo do preço de venda

Toda empresa precisa de lucro. Isso ninguém questiona. Porém, o que diferencia o faturamento de uma para outra é a base utilizada para estipular o preço do produto ou do serviço.

Uma maneira muito aplicada por empresários e autônomos é se espelhar na concorrência. Se a empresa X cobra R$ 50,00, então, para ter lucro, é só estabelecer um valor menor.

Você já seguiu ou seguiria essa fórmula? Se responder que “sim”, saiba que está no caminho errado. O cálculo do preço deve ter como premissa a sua realidade. E só.

Se fulano estipulou um valor que, para você, é muito baixo, ele teve os seus motivos. Pode ser que o concorrente não pague aluguel pelo imóvel, por exemplo. Como você, que tem esse custo, pode se basear nesse valor e diminuir a margem de lucro?

Por conta das peculiaridades que diferenciam cada negócio, você deve, inicialmente, fazer uma reflexão interna para descobrir quais são os seus gastos. Somente após essa etapa é que você pode estipular o valor que cobrará dos clientes.

Controle das pequenas despesas

Quanto você gasta por mês com produtos de limpeza? E com transporte para reuniões externas? Caso você não consiga responder de cabeça, comece hoje mesmo a controlar essas e outras despesas menores.

Mais do que apenas ser detalhista, esse controle é uma peça-chave na gestão financeira. Além de te ajudar com o valor de venda, o conhecimento dos gastos pequenos possibilita uma melhoria contínua na forma como você usa o dinheiro.

Por exemplo: se você percebe que está gastando demais com papel higiênico, pode começar a comprar em outro lugar. Muitas vezes, pequenas mudanças trazem grandes economias.

Supervisão constante do fluxo de caixa

As contas de um negócio precisam ser acompanhadas regularmente. Não adianta planejar uma média de débitos e de créditos e esperar as coisas acontecerem.

Pode ser que, no decorrer desse planejamento, algo dê errado e você se prejudique no futuro. Lembre-se: quando o assunto é dinheiro, é melhor prevenir do que remediar.

Por esse motivo, a supervisão de toda quantia que entra e sai da empresa deve ser realizada religiosamente. Dessa maneira, você consegue administrar as finanças com mais segurança, aumentando as chances de obter lucro sem sustos no fim do mês.

Disciplina inabalável

Em algum momento deste post certamente você pensou: “como eu vou respeitar essas boas práticas no meio da correria?”. Para alcançar esse objetivo, a única saída é se dedicar de corpo e alma à disciplina.

Essa característica poderia muito bem estar no tópico anterior. Mas, se estivesse, ela perderia o seu papel crucial na gestão financeira de um negócio.

Vamos explicar o porquê. Quando começamos algo, temos energia de sobra para fazer o que for preciso. Os primeiros dias, então, são sempre os que estamos mais dedicados. Pode reparar.

Porém, esse ânimo vai perdendo força com o tempo. Surgem outras demandas tão importantes quanto e acabamos deixando a parte financeira de lado.

Como dissemos, a falta de controle é um problema que deve ser evitado. E a disciplina entra nesse jogo para garantir que você mantenha o controle das rédeas dos gastos.

Além disso, ter disciplina é essencial para enfrentar momentos difíceis na carreira autônoma. Sabe quando as coisas fogem do planejado e pensamos em desistir? Nessas horas, o que te manterá em pé é o seu engajamento.

Gestor financeiro: erros para você evitar

Um profissional responsável tem plena consciência de que erros podem acontecer. Nada mais natural, não é mesmo? Mas o que separa um profissional de qualidade de um mediano é a sua capacidade de prevenção.

Apesar de o preparo para lidar com situações de risco ser fundamental, quem age com antecedência, evitando meter os pés pelas mãos, sai na frente da concorrência. Quando o problema envolve dinheiro, então, a prevenção é ainda mais necessária.

Se você sentiu um frio na barriga só de imaginar problemas financeiros, fique tranquilo. A seguir, você aprenderá a se esquivar dos mais perigosos para a sua empresa.

Falta de especialização

A qualificação de um profissional está diretamente relacionada à sua atualização. Ou seja: quanto mais conhecimento você adquire, mais preparado está para oferecer o que há de mais inovador no mercado.

Seguindo essa lógica, a gestão financeira também fica otimizada quando você aposta na aprendizagem. Vale desde a leitura de notícias na internet até a realização de cursos específicos.

O formato, na realidade, vai depender da sua necessidade e da sua disponibilidade. Contanto que você não fique parado, está ótimo.

Não reinvestir o lucro

Os cursos, as palestras e qualquer outro evento que você queira participar para o seu aprimoramento profissional vão pesar no bolso. Não tem como fugir. E sabe de onde você pode tirar a verba? Do seu lucro!

Sabemos que todo autônomo tem que pensar no seu salário. Você tem uma casa e filhos para sustentar e não dá para usar toda a renda somente para o seu trabalho.

Contudo, na hora de fazer a divisão do lucro, o ideal é que a maior parte fique para a empresa. Se não for possível, 50% é o mínimo que sugerimos.

“Por que sou obrigado a reaplicar os meus ganhos?”. Porque é por intermédio desse investimento que você consegue crescer e obter mais lucro no futuro.

Pense conosco: para aumentar os seus rendimentos, você precisa, em algum momento, cobrar mais dos seus clientes, certo? E como você pretende fazer isso sem oferecer um produto ou serviço original e de última geração?

Você precisa se reinventar para prosperar, e o sucesso só chega para aqueles que apostam nele.

Gerenciar contas pessoais e profissionais de uma vez

Os autônomos se esforçam diariamente para separar os assuntos pessoais dos profissionais, principalmente aqueles que trabalham de casa. Quando o tema é a saúde financeira, promover essa diferença é ainda mais complicado.

Vamos fazer um teste rápido: você já pagou o cartão de crédito usando a conta da empresa? Caso não tenha uma conta própria profissional, já aconteceu de você utilizar o pagamento apenas para fins pessoais?

Se você concordou com uma das questões, então está na hora de acender o farol vermelho e agir o quanto antes.

O motivo para tanto alarme é sério: os empresários que misturam as contas da empresa com as pessoais acabam prejudicando o negócio. Às vezes, de maneira irreversível.

Isso porque, quando generalizamos os custos, não sabemos exatamente para onde vai o dinheiro investido, muito menos qual foi o lucro conquistado.

Você se lembra de quando falamos sobre a importância de avaliar os gastos internos para saber o preço de venda? Pois bem, ao embaralhar as contas profissionais e pessoais, você não terá a clareza necessária para trazer rentabilidade para o seu negócio.

E aí, o resultado não é difícil de adivinhar.

Deixar o estoque de lado

A manutenção eficiente de um estoque não é uma regra apenas para supermercados ou lojas de roupas. Todos os empresários devem fazer um pé de meia tanto de materiais quanto de verba.

Mesmo quem é autônomo precisa ter uma quantidade razoável de matéria-prima à sua disposição.

Por exemplo: se você faz reuniões com clientes pela internet, é recomendável guardar um headphone de reserva; se você lida diretamente com o público, ter um estoque de papel para impressão da nota fiscal é uma ótima pedida.

E o raciocínio serve para empresários de pequeno, médio ou grande porte. O estoque precisa ser mantido para garantir a agilidade e a eficiência no serviço/produto oferecido.

Também é fundamental que não haja exageros na armazenagem de materiais. Tenha em mente que o excesso pode trazer prejuízos, OK?

Ignorar os devedores

Existem alguns profissionais que fazem de tudo para não ter que cobrar uma pendência do cliente. Você é um deles?

Sabemos o quanto é incômodo correr atrás do pagamento atrasado. Para evitar esse mal-estar, muitos acabam esperando que o cliente cumpra com a sua parte no contrato e pronto.

Mas, infelizmente, bom senso não é garantia de dinheiro na conta. E você não vai ter verba suficiente para bancar as contas da empresa, as pessoais e as do cliente, não é mesmo?

Sendo assim, não tem como fugir: você deve assumir a linha de frente da inadimplência, mesmo que isso signifique cobrar o óbvio.

“E se o cliente não gostar?”, você se pergunta. O mais indicado é manter a tranquilidade e a educação durante a resolução do caso. Assim, você acompanha de perto os desdobramentos da dívida, evita que o seu caixa fique no vermelho e ainda garante um atendimento profissional e respeitoso ao cliente.

A gestão financeira é um dos motores que mantêm uma empresa no ritmo. Por meio dela, é possível administrar o presente e o futuro do negócio com efetividade, lapidando e construindo uma história de sucesso.

Diante de tudo o que analisamos neste post, podemos afirmar que a habilidade de administrar as finanças faz com que um profissional seja ainda mais qualificado.

Levando em consideração o seu desejo de se tornar um autônomo de alto desempenho, vamos compartilhar mais uma dica: sempre que estiver lidando com dinheiro, faça florescer toda a ambição que você puder.

Sabendo usar esse sentimento na dose correta, isto é, sem deixar que atrapalhe o seu senso de realidade, você só tem a ganhar. Nas situações difíceis, sobretudo com os desafios que os empreendedores enfrentam, é esse desejo que manterá você animado e focado no seu objetivo de vencer.

Agora que você conhece todas as atitudes de gestores financeiros, basta partir para a ação e ver como ficará fácil gerenciar as suas contas com serenidade.

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