Lições de administração deixadas por Henry Mintzberg

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Em livros e cursos de administração, muito se fala dos teóricos da antiguidade que deixaram um grande legado para os profissionais contemporâneos. Quem é empreendedor ou trabalha com administração de pequenas e médias empresas também precisa acompanhar estudos contemporâneos, como a teoria de Henry Mintzberg.

Essa teoria muito contribui para organizações dos mais diversos portes, sobretudo no que se refere ao planejamento estratégico. Apesar disso, muitas pessoas a adotam de forma errada. Para evitar fazê-lo, você precisa ter um conhecimento completo sobre elas.

Henry Mintzberg: saiba mais sobre o autor

O canadense Henry Mintzberg nasceu em 1939, na cidade de Quebec e é PhD em administração pela MIT Sloan School of Management. Com mais de 140 artigos e 13 livros publicados, o autor é reconhecido por suas teorias abordando o planejamento estratégico das organizações.

Desde 1968, Henry atua como professor e pesquisador na McGill University, no Canadá. As pesquisas realizadas por ele mesmo, ou juntamente com seus grupos de estudos e alunos, foram a base para praticamente toda a vasta bibliografia do teórico.

Entre as obras publicadas por Mintzberg, a mais famosa é Ascensão e Queda do Planejamento Estratégico; praticamente uma bíblia sobre o assunto, presente no programa de estudos de praticamente todos os cursos de nível superior na área de administração.

Agora que você já está contextualizado sobre a vida e obra de Mintzberg, podemos nos aprofundar mais nas lições deixadas pelo autor.

Modelo das 6 forças na estrutura organizacional

Em suas obras, Henry Mintzberg classifica a estrutura organizacional eficiente como aquela que é consistente em fatores situacionais que seguem determinados parâmetros do design.

Para aplicar essa classificação, o autor divide a organização em seis partes básicas, formando assim o modelo das 6 forças: ápice estratégico, linha intermediária, núcleo operacional, tecnoestrutura, equipes de apoio e ideologia. Vamos falar brevemente de cada uma delas a seguir.

Ápice estratégico

Essa parte da empresa é formada por sua alta cúpula administrativa. ou seja, o presidente e diretores que apresentam uma preocupação com todos os setores que fazem parte da organização.

É o ápice estratégico que deve se encarregar de fazer com que a empresa cumpra as suas diretrizes organizacionais, como a missão, a visão e os valores.

Linha intermediária

Como o próprio nome sugere, a linha intermediária é formada por pessoas que fazem a ligação entre o ápice estratégico e o núcleo operacional. Fazem parte dessa divisão, portanto, os gerentes ou líderes de setor.

Núcleo operacional

Fazem parte do núcleo operacional de uma empresa todas as pessoas que estão ligadas a algum tipo de produção.

Desse modo, elas são as responsáveis por transformar as matérias primas em produtos finais. É o núcleo operacional quem faz, de fato, uma empresa “acontecer”.

Tecnoestrutura

A parte de tecnoestrutura é formada por quem define as regras e processos que a organização deve seguir, mas que não tem nenhum vínculo direto com a organização.

Um exemplo disso são os órgãos que fiscalizam a qualidade dos produtos, como por exemplo, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO).

Equipes de apoio

As equipes de apoio são formadas pelos funcionários que não estão ligados diretamente à produção do produto ou serviço que empresa comercializa. Se uma determinada empresa produz sapatos, por exemplo, e conta com profissionais terceirizados que fazem a faxina do ambiente, esses podem ser considerados equipes de apoio.

Ideologia

Pessoas de qualquer uma das divisões anteriormente citadas podem fazer parte do grupo que preza pela ideologia da empresa, ou seja, que faz cumprir as doutrinas que o ápice estratégico ditou como fundamentais.

Grupos como a CIPA e conselhos podem ser considerados como os mantenedores da ideologia da organização.

Os 5 Ps da estratégia

Outra das teorias de Mintzberg muito difundida é a dos 5 Ps da estratégia. Segundo o autor, em um planejamento estratégico as ações podem ter cinco diferentes papéis: plano, pretexto, padrão, posição e perspectiva. Entenda o conceito de cada um dos Ps:

Plano

A estratégia é considerada um plano quando é criada para lidar com uma determinada situação. É possível que uma estratégia do tipo Plano seja utilizada nas empresas por meio de recursos como um plano de ação para que uma meta determinada seja alcançada, por exemplo.

Pretexto

Quando utilizada como pretexto, a estratégia tem a finalidade de confundir ou despistar um concorrente. Um exemplo clássico é no jogo de pôquer, quando um jogador blefa para que o outro não saiba quais são as cartas que ele tem na mão.

O mesmo ocorre nas empresas, que blefam perante a concorrência quando estão lançando um novo produto, por exemplo, a fim de não oferecer informações precoces e prejudicar sua estratégia de lançamento.

Padrão

A estratégia padrão é aquela adotada constantemente ao longo dos anos e que possui um fluxo de ações pré-determinadas. Um protocolo de atendimento, por exemplo, pode ser classificado como uma estratégia padrão.

Posição

Quando a empresa passa a ocupar a liderança no mercado ou alguma outra posição privilegiada, pode se utilizar disso para adotar uma estratégia de posição.

Os diretores da empresa podem argumentar, por exemplo, que por venderem mais são melhores que o concorrente que vende menos.

Perspectiva

Quando vista como uma perspectiva, a estratégia possui um conceito abstrato no pensamento humano. Desse modo, uma pessoa tem uma ideia, que é compartilhada com outras pessoas e, a partir das perspectivas de cada um, se define o que será feito de fato.

Agora que você já sabe mais sobre Henry Mintzberg, o modelo das seis forças e os 5 Ps da estratégia, experimente colocar suas ideias no papel e organizar o planejamento estratégico da sua empresa de forma correta.

Lembre-se que o conhecimento fundamenta as ações porque trazem as experiências de outros que já desenvolveram estratégias e atividades antes de nós e documentaram os resultados, que podem nos guiar no melhor caminho para o nosso negócio, sem ter que “reinventar a roda”. É o caso da teoria de Henry Mintzberg.

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